Resenha: A Vingança de Mara Dyer

Resenha por Brunna Carolinne

Autora: Michelle Hodkin
Editora: Galera Record
Número de páginas: 378

ATENÇÃO: Esta resenha é do terceiro livro da série Mara Dyer, mas ela não possui qualquer tipo de spoiler.

Para eu não soltar spoilers, optei por não falar sobre a história em si de A Vingança de Mara Dyer, então se você quiser saber um pouco sobre o que realmente fala esse volume final, clique aqui e leia a sinopse da obra.
Finalmente chegou a tão esperada conclusão da trilogia que me deixou chocada, aflita e a ponto de subir pelas paredes de tanta vontade de entender o que estava acontecendo.
E as tão sonhadas respostas, meus caros, são minunciosamente explicadas nessa obra, e todas com base científica. Yay! Mara não é louca (e nem eu!). Bom, talvez seja um pouquinho. A garota cansou de ser um peão, agora ela quer brincar, e às vezes ultrapassa um pouquinho os limites, mas é que está tão cansada de tudo! As pessoas são más e parecem não estar nem um pouco preocupadas em explicar tudo que está acontecendo, só querem usá-la. Agora isso acabou! Mara vai em busca do que, ou melhor, de quem deseja.
Confesso que fiquei com medo de algumas atitudes da Mara nesse livro. Ela parecia estar impiedosa, fria e sem remorso. Okay que eram ações justificáveis, mas daí não sentir nada após praticar tamanhas atrocidades realmente me fez temer pela sanidade mental dela. E o fato de estar preocupada com o paradeiro de uma pessoa querida (que, aliás, todos julgam estar morta) não ajuda em nada.
O início é tão frenético e horrendo que eu quase dava pulinhos em cima da cama de tanta animação. Para meu desgosto, o livro não é todo assim. A maior parte da trama é Mara, junto com duas pessoas, indo de um canto a outro do país seguindo "pistas" em busca de tentar entender o que acontece com eles. Não tem muitas cenas empulgantes, que deixam o queixo caído.
Pelo menos há respostas! E para todos os questionamentos que surgiram ao longo da trilogia. Incrível como a autora não esqueceu de nada, lembrou de esclarecer tudo. Tá certo que eu esperava algo mais mirabolante, mais insano, mas é inegável que as explicações foram muito bem pensadas e se encaixam perfeitamente bem na história.
O desfecho é lindo, dá esperança de um futuro melhor e mais digno para os personagens, ainda amarra direitinho o que foi apresentado lá no início de A Desconstrução de Mara Dyer. A autora até inseriu um "joguinho" bem bacana com os leitores que certamente jamais esquecerei.
É fato que após a perfeição, mais conhecida com o nome de A Evolução de Mara Dyer, eu estava esperando um final bombástico para a saga. Imaginei que A Vingança de Mara Dyer iria abalar todas as estruturas. Não foi bem o que aconteceu. Acredito que faltaram cenas mais emocionantes, que fizessem o leitor vibrar. Ainda assim, é um bom desfecho, que amarra todas as pontas e deixa o leitor bem satisfeito. Não tenho dúvidas de que a história de Mara Dyer permanecerá comigo por bastante tempo. 

Resenha: O Lado Feio do Amor

Resenha por Brunna Carolinne

Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Número de páginas: 336

Pensando em se dedicar ao mestrado em enfermagem, Tate Collins se muda para o apartamento do irmão. Ela nem imaginava que estaria prestes a se jogar em um relacionamento que tem como objetivo apenas o sexo, e nada além disso. Okay, tudo bem, se é só isso que Miles Archer (piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin Collins - irmão de Tate) pode dar para a moça, ela aceita de bom grado. Afinal, quem é capaz de rejeitar o sedutor Miles, com todo ar de mistério e físico perfeito que este possui?
Tate e Miles sentem uma atração incontrolável, e não demoram a se entregarem a esse desejo. Tate vai de peito aberto, sem pensar nas consequências; já Miles, para não abaixar as barreiras que construiu em volta de si mesmo, impõe duas regras: nada de perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro, será apenas sexo casual. Só que Tate não consegue resistir a Miles, e, quando percebe, já ultrapassou todas as barreiras e está completamente envolvida.
O Lado Feio do Amor não é um romance para mostrar os altos e baixos de um casal, e sim para falar sobre recomeços, como enfrentar a dor e se curar da culpa. É para demonstrar que nem sempre o amor é lindo e como um mar de rosas, porque, quando você entrega o seu coração, ele fica vulnerável, qualquer leve sopro pode levá-lo às alturas, mas também o mais leve toque pode machucá-lo.
Miles é contido e reservado, e Tate quer tanto desvendá-lo, descobrir sobre o passado dele. Quanto mais os dois se aproximam, mais Miles se esforça para afastar Tate. O cara está machucado, seu passado é triste e obscuro, e, por conta do que aconteceu, ele não consegue seguir em frente, está sempre lembrando e se torturando pela tragédia.
Durante a maior parte do livro, os capítulos são alternados entre a narração em primeira pessoa dos protagonistas. O presente (Tate e Miles se conhecendo) é relatado pela enfermeira, enquanto o passado (todos os acontecimentos que deram forma ao Miles atual) é contado pelo piloto. A maneira como os capítulos do Miles são narrados é bastante especial, poética, cadenciada, sentimental, parece até um poema, o que só torna a história dele ainda mais avassaladora, capaz de destruir o coração de qualquer um.
É emocionante e arrasador acompanhar a trama de Tate e Miles, todos os sentimentos, dúvidas e medos que cada um deles tem, sem contar as dores e fantasmas que compartilharão. A química entre eles é incrível e inegável, os momentos que passam juntos são cheios de explosões, e, às vezes, estas não são nada boas.
Colleen Hoover é especialista em escrever obras que, inevitavelmente, uma hora ou outra, vai emocionar o leitor, muito provavelmente até arrancar algumas lágrimas. As tramas são sempre muito próximas da realidade, de tristes e difíceis realidades. E é claro que com O Lado Feio do Amor não seria diferente. A história é forte e intensa. Prepare seu coração, porque "o amor nem sempre é bonito".
"- Se gosta do que escolheu, por que continuar procurando? Quando a pessoa sabe, ela sabe."
pág. 139

Resenha: O Vitral Encantado

Resenha por Brunna Carolinne

Autora: Diana Wynne Jones
Editora: Galera Junior
Número de páginas: 304

Após a morte do avô, Andrew Hope herda uma casa, um campo de proteção e muitos detalhes de que precisará cuidar a partir de então.
Andrew imaginava que a herança iria lhe proporcionar o local e o período necessário para escrever o livro que tem em mente já há um tempo, mas não poderia estar mais enganado. A todo instante o jovem precisa lidar com algum episódio relacionado à propriedade, seja uma governanta implicante que faz comidas intragáveis, um jardineiro insistente que tem mania de entregar vegetais gigantescos, ou até mesmo um órfão de nome complicado que chega ao casarão trazendo uma carteira fascinante e perseguidores em seu encalço.
Narrado em terceira pessoa, O Vitral Encantado possui magia, mistério e personagens mais-que-peculiares. Tudo nesse livro é encantado, possui um fundo incrustado na mágica. O vitral que fica no casarão, o monstro comilão e toda a propriedade estão relacionados à magia. Até os mistérios que pairam sobre a história têm explicações que remetem ao mundo mágico. E tudo isso causou um nó em meus neurônios. Posso contar nos dedos de uma mão as vezes que consegui acompanhar o raciocínio que levou à solução de algum mistério, pois, em diversas ocasiões, eu me perdia no meio do caminho e não entendia a conclusão do enigma, e por conta disso nem consegui me apegar à trama.
O que é extremamente bem trabalhado nessa obra são os personagens. Cada um tem suas particularidades, trejeitos e características peculiares que, mais cedo ou mais tarde, vão acabar  arrancando risadas e encantando o leitor.
O final reserva muitas revelações que se casaram muito bem com o restante do enredo (pelo menos as que eu consegui acompanhar a lógica), fechando direitinho a história e amarrando as pontas soltas.
Foi o primeiro livro da Diana Wynne Jones que li, e, apesar de não ter me conquistado por completo, proporcionou o suficiente para eu gostar e ter vontade de me aventurar em outras obras dela (como, por exemplo, O Castelo Animado, que até possui filme).

Resenha: À Procura de Audrey


Resenha por Brunna Carolinne

Autora: Sophie Kisella
Editora: Galera Record
Número de páginas: 336

Audrey tem 14 anos e poderia ser uma garota como outra qualquer, mas, devido a uns episódios na escola, a jovem não consegue mais frequentar o colégio, raramente sai de casa e nunca tira os óculos escuros, nem mesmo quando está chovendo.
Diagnosticada com transtorno de ansiedade generalizada, o convívio social de Audrey é praticamente nulo: fica próxima e conversa um pouco apenas com a própria família e a Dra. Sarah. Mas tudo começa a mudar quando conhece Linus, o parceiro de games do irmão mais velho. Ele é a única pessoa, dentro de muitos meses, que consegue se aproximar de Audrey e realmente encorajá-la a se recuperar. Ainda que com advertências e ressalvas da médica, Audrey se entrega à amizade com Linus, e, com o tempo, o relacionamento entre eles evolui para algo que não afetará somente a garota. Será se Audrey conseguirá com que tudo volte ao normal?
Há um tempo um livro não me prendia tanto logo nas primeiras páginas, e fiquei surpresa ao notar que estava amando À Procura de Audrey já no primeiro capítulo. Recheado de cenas e falas hilárias e bastante verossímeis, a história narrada em primeira pessoa pela Audrey é muito bem conduzida. Nada acontece rápido ou devagar demais, dando tempo necessário para aquecer o coração, deixar um sorriso bobo nos lábios do leitor, e, às vezes, ainda fazer brotar algumas lágrimas.
A protagonista conseguiu contar perfeitamente bem sua história, transmitiu na narrativa todas as sensações que sentia. Eu ficava muito apreensiva nos momentos tensos, gargalhava das situações engraçadas e meu coração explodia nas cenas fofas, que, aliás, são várias.
Linus é um amorzinho de personagem. Ele é educado, paciente e compreensivo. Sabe ser persuasivo e encorajador quando necessário. Bem do jeitinho que Audrey precisa, uma vez que se sente tão ansiosa, com medo e incapaz. Linus percebe o quanto Audrey é inteligente, divertida e capaz de ultrapassar as barreiras que a própria jovem se impôs.
Em meio a tudo que me deixou encantada e flutuando nesse livro, eu só queria que um minúsculo detalhe fosse explicado. Fiquei esperando, durante a história inteira, a explicação desse pequeno ponto. Por isso, quando cheguei ao final (que é lindo e deixa o leitor satisfeito com o que acontece com a Audrey) e percebi que não obtive resposta para o que queria, não consegui dar nota máxima para a obra. Mas foi só por esse detalhe mesmo, pois toda a ambientação, linguagem, personagens e falas são perfeitas. À Procura de Audrey consegue entreter, divertir e, sutilmente, ensinar. Leitura mais que recomendada!
"[...] a vida é tipo uma escalada: você cai e se levanta de novo. Então não importa se der uma escorregada. Contanto que esteja mais ou menos caminhando para cima. Isso é tudo que se pode esperar. Seguir mais ou menos para cima."
pág. 332

Resenha: O Vilarejo

Resenha por Brunna Carolinne

Autor: Raphael Montes
Editora: Suma de Letras
Número de páginas: 96

Sete demônios. Sete histórias. Um vilarejo.
A partir da ideia de que cada um dos pecados capitais é causado por um demônio, e que este é supostamente responsável por incitar o mal nas pessoas, surgem as macabras narrativas de moradores dum isolado vilarejo maculado pela neve e pela fome.
O livro reúne sete pequenos contos, interligados entre si, que apresentam o pior do ser humano. Os habitantes do vilarejo têm muitos defeitos e instintos primatas, eu até cheguei a ficar bem chocada com as atitudes de alguns. A obra retrata, de maneira crua e pontual, a degradação dessas pessoas (e do próprio vilarejo em que vivem).
Raphael Montes já é conhecido por criar tramas sinistras, mas, em O Vilarejo, só fiquei abismada com o nível do horror em apenas uns 3 dos 7 contos. Os outros 4 não me causaram nenhum estranhamento ou arregalar de olhos. É fato que, quando fiquei atônita, fiquei bem atônita, só que dá para contar nos dedos de uma mão quantas vezes isso aconteceu.
As pequenas histórias não seguem uma ordem cronológica, mas todas estão entrelaçadas, o que achei muito bacana. Os fatos iam se complementando a cada novo capítulo, por diversas vezes esclarecendo algum detalhe. Ainda assim ficaram uns pontos sem serem explicados, e isso (principalmente em um livro) me incomoda bastante, pois sinto que o autor nem se importou em deixar tudo claro.
É dito na sinopse que o leitor pode escolher em qual ordem deseja ler as histórias, e até acho que isso é possível, desde que "Satan" permaneça em último. Ele fecha o livro com chave de ouro. Possui cada revelação que me deixou de queixo caído por horas. Então é recomendável que ele seja o último a ser lido, para não estragar a surpresa do gran finale sensacional.
O Vilarejo possui alguns deslizes, talvez por causa do formato, que não permitiu um melhor aprofundamento. Entretanto, a linguagem fria, cadenciada e até poética unida aos instantes de puro horror, repulsa e choque conseguem se sobressair, por isso creio que a leitura seja bastante válida. Sem contar que o livro é pequenino, repleto de ilustrações coloridas que dão um toque todo especial.
"O pecado nos mata [...]. Não importa quanto tempo seja preciso. O pecado nos mata."

Resenha: Naomi & Ely e a Lista do Não Beijo

Resenha por Brunna Carolinne

Autores: David Levithan e Rachel Chon
Editora: Galera Record
Número de páginas: 256

Naomi e Ely são amigos inseparáveis desde pequenos. Cresceram em apartamentos vizinhos, compartilhando músicas, roupas, dramas familiares e segredos. Só que Naomi tem um segredo que nunca revelou para Ely - ela é completamente apaixonada por ele. E o fato dos dois serem melhores amigos é o menor dos empecilhos. A grande questão é que Ely é gay, gosta tanto de garotos que fica com um aqui, larga-o rapidamente, e, não muito tempo depois, já está com outro ali.
Entretanto, tudo muda quando Ely beija Bruce, o Segundo, que é o atual namorado de Naomi. Ely parece que finalmente está apaixonado de verdade! Mas a que preço? É bem verdade que Bruce, o Segundo, não estava na Lista do não beijo™ (feita por Naomi e Ely, para poderem blindar a amizade, listando os caras que eles não podem beijar), no entanto, isso não é justificativa para Ely ter beijado-o. Agora a amizade dos dois está ruindo.
Já li outros livros do David Levithan, gosto bastante da maneira que ele aborda assuntos bem pertinentes sem soar forçado, mas não sou fã de carteirinha dele, pois nenhuma de suas histórias conseguiu me conquistar 100%. Ainda assim, eu não estava preparada para o que encontrei em Naomi & Ely e a Lista do Não Beijo - uma história praticamente sem foco, com uma protagonista sem carisma e em que nada parecia acontecer.
O livro é narrado em primeira pessoa por diversos personagens, talvez por isso eu o tenha achado sem foco. Não é contado somente o "drama" vivido por N&E, mas também histórias paralelas que, de certa forma, se encaixam com a dos protagonistas. Sinceramente? Depois de algumas páginas, essas tramas simultâneas começam a ser bem mais interessantes e mais envolventes que a principal. E aqui eu chego em outro ponto: talvez isto tenha acontecido porque Naomi não tem carisma algum. Em nenhum momento eu simpatizei com ela. Na verdade, a achei fútil, mimada, birrenta e com mentalidade de uma criança de 3 anos. Imagino o quanto é complicado se apaixonar pelo melhor amigo, ainda mais se ele for gay, mas nem com esse problema que ela enfrenta eu consegui me compadecer. A garota não faz nada. Simples assim. E o pior é que os garotos caem aos pés dela. Oi?
A questão Naomi-e-Ely-estão-brigados-e-a-amizade-está-acabando toma boa parte da trama. É mostrado o cotidiano deles a partir disso, algumas histórias passadas que eles compartilharam, e como as pessoas ao redor deles (não) são afetas. E pronto. Essa é a história. Bem monótona, em que eu lialialia e parecia que nada acontecia. Até que as 70 páginas finais mudou completamente tudo! Talvez porque as narrativas paralelas foram tomando conta de um pouco mais do livro e se desenvolvendo de formas bem mais cativantes que a de N&E. No final, Naomi finalmente toma uma atitude, parecendo que amadureceu. Mas aí já era tarde demais, não conseguiu compensar toda a sonolência de mais da metade da obra.
"[...] o amor verdadeiro não pede nada em troca [...]"
pág. 138
O livro ganhou uma adaptação (com Victoria Justice e Pierson Fode de protagonistas) e até já possui trailer. Confira-o (legendado) abaixo.

Resenha: Dead Island

Resenha por Brunna Carolinne

Autor: Mark Morris
Editora: Galera Record
Número de páginas: 280

Logan Carter é uma ex-estrela do futebol que planeja reaprender a levar uma vida normal. Purna é uma descendente aborígene que deseja esquecer o passado. Sam B. é um rapper de apenas um sucesso que caiu no esquecimento e espera ressuscitar a carreira com um show inesquecível. Xian Mei é uma chinesa que, para provar seu valor, trabalha, longe do país, como espiã para o governo - apesar de nunca haver nada a ser espionado.
Os quatro, visando dias melhores, vão ao Royal Palms Resort, que fica localizado na ilha tropical Banoi. Mas logo o paraíso irá se revelar um verdadeiro inferno quando um vírus que traz os mortos de volta à vida e os deixa agressivos começa a se espalhar por Banoi.
Os caminhos de Logan, Purna, Sam e Xian Mei se cruzam, e o quarteto, conduzido por um homem de conduta estranha, irá se juntar para poder escapar (com vida) da ilha. Só que eles não devem temer apenas os mortos. Os vivos também podem fazer muitos estragos...
Dead Island foi baseado em um jogo de zumbis. Amo games e amo zumbis.  Mas só isso não foi suficiente para que este livro me conquistasse. A narrativa já começa interessante, com bom humor e soltando alguns detalhes que deixam o leitor curioso. Não demora muito para a ação começar - pessoas querendo comer outras, tiro para todo lado, uma verdadeira corrida pela sobrevivência.
Mark Morris soube construir uma história que não se assemelha tanto a um videogame. O autor não se preocupou em somente narrar os fatos. Ele também descreve cenários, roupas e características dos personagens. E é ótimo notar que Morris teve esse cuidado.
Entretanto, aqui há uma característica muito forte de game, que eu creio que nem tem como evitá-la: a presença de missões, digamos assim. Se o objetivo principal é chegar ao local X para poder sair da ilha, eu (no lugar dos personagens) mandaria todo mundo ir catar coquinho se me pedisse para fazer algo que atrasasse meu propósito. Os protagonistas, ao invés disso, vão realizando, para outras pessoas, pequeninas missões, para que pudessem alcançar a meta principal. Ok, algumas tarefas não tinham como ser evitadas, não havia saída, mas outras eram totalmente desnecessárias.
Essa (quase) falta de foco dos personagens me irritou demais, e eu não pude simpatizar com nenhum deles, nem consegui aproveitar a história. Uma pena, pois até deve haver uma continuação (já que o final deixa uma brecha - e existe o game Dead Island 2).
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